Para que as raízes e as asas cheguem juntas.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Retorno al desierto

Valle de la Luna e Valle de Marte, não encontrei a discriminação entre um e outro em nenhum mapa. Ao que parece, Vale de Marte é uma parte da região, onde a Nasa até fez testes de veículos, para a missão a Marte, pela similaridade que tem este relevo com o do planeta vermelho. Lembro-me de Paola ter feito alguma menção a isso.


Não se pode ter a noção da grandiosidade, do tamanho dessas coisas pela foto. Mas, para dar um panorama:


O Licancabur, à direita, tem quase 6000 metros de altura e está, desse lugar onde nos encontramos, a uma distância de mais ou menos 40 km. O Putana está a uns 70, mais ou menos a distância de Curitiba a Ponta Grossa.

E fazendo um zoom na bola vermelha...


...dá para ver uma van (com turistas) lá nas dunas do vale. Ficamos imaginando que poderia ser uma daquelas naves saída de "Star Wars", do George Lucas. O nosso Lucas Jedi que o diga!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Viagem ao Atacama V

No terceiro dia, exploramos as redondezas de San Pedro de Atacama.



Esta formação sedimentar de areia, argila e sal é conhecida como 'Anfiteatro'.


Nossa guia Paola assinala que las formaciones del valle se asemejan a fueles de acordeón.


Pero, mirando desde lejos, se asemejan mismo a crateras lunares.
Es el Valle de la Luna.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Viagem ao Atacama III

De Calama a San Pedro é pouco mais de uma hora de viagem, por uma estrada muito bem conservada, plana e quase reta. Soube depois que o que parece asfalto é, na verdade, uma mistura de argila, sal, areia vulcânica e água, em determinadas proporções, que não resistiria a uma pequena chuva.

Mas não chove.

E, mesmo assim, no deserto, não falta água!

Poblados, como San Pedro de Atacama, são oásis nesse deserto, com suprimento próprio d'água, vinda das montanhas nevadas dos Andes, por debaixo. Coisa que a natureza oferece, e os chilenos preservam. E nosotros, como turistas, admiramos!

Nesse lugar seco, aparentemente inóspito, a vida floresce.

Viagem ao Atacama II

Segundo dia de viagem

Nessa altura dos acontecimentos, tudo perfeito, quase como lavar com OMO! E o vôo da Lanchile, digo, o lanchinho servido a bordo, melhor que o da Tam.
Uma hora e tanto até Calama.
Chegamos ao portal do deserto! É possível já sentir seu clima, o ar rarefeito por causa da altitude de mais de 2000 metros, e a baixa umidade, em torno de 5 por cento. Nenhuma nuvem no céu. A infra-estrutura no aeroporto é mínima, como convém a um lugar como esse.


Calama (uns 4000 habitantes) é um centro logístico (ficamos sabendo disso depois) no que diz respeito a abastecer os povoados do deserto com itens básicos, como frutas (e que frutas!), hortaliças (e que hortaliças!), e turistas (como nós!).
No nosso roteiro dizia: "No aeroporto de Calama, procurem pela empresa de transfer dentro do aeroporto. Estarão com uma placa com seu nome". Não havia ninguém, pela primeira vez desde o início de nossa excursão. Quem nos recebeu foi esse cara aí:


Sei o que ele queria dizer, pois tivemos algum tempo de ir ao banheiro.
Fizemos algumas ligações telefônicas (nessa hora es bueno tener unas quantas monedas) e descobrimos que nosso transporte tinha ficado sem bateria, ou algo assim... (e o cara na linha falava português!)...
Em resumo, depois dos recomendados 20 minutos de espera, mais ou menos...



...nosso táxi chegou, e estávamos a caminho de San Pedro de Atacama.


Sin restricción.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Viagem ao Atacama

Muita gente acha que não há porque ir ao deserto, que não é um destino atraente ou turístico. Claro, se a idéia é ir às compras em ambiente climatizado, melhor esquecer. Não há Shopping no deserto, só nos aeroportos (de passagem, para quem vai de avião), e o clima...
Para mim, meus companheiros, e toda aquela leva de alemães, canadenses, belgas, franceses, e... brasileiros (muitos), foi pura aventura. Adrenalina em dosagem adequada ao perfil mais ou menos esportivo de cada um, incluindo o meu. E também dessa turma de motoqueiros suiços aí, que encontramos pelo caminho:



Não muito diferente da deles, a nossa aventura começa com a famosa 'via crucis', conhecida de todo aeronauta: embarque em Curitiba, pela manhã (bem) cedinho para São Paulo, tomar outro vôo para Santiago (lá pelas tantas), dar tchauzinho para Curitiba novamente passando por cima, e chegar (quase) ao destino, à noite. Para efeito de cômputo: são umas doze horas de andanças, para lá e para cá, entre check-ins, despacho de bagagens (a maior parte das coisas vai simplesmente viajar sem nem ver ou sentir o ar da paisagem), engulir alguma comida aeroportuária, etc., e umas quatro horas efetivas de vôo.
Até aqui.
Em Santiago, somos aguardados por Juan, um chileno engraçadíssimo, que faz nosso translado ao hotel. De cara nos pergunta se viajamos com bolsa-turismo do governo Lula. Como rimos da piada, ele se sente à vontade para desfiar todos os chistes imagináveis sobre a bandalheira que é a nossa política. Ficamos espantados com o nível de informação do sujeito, e ao cabo de meia hora de sua palração, (num tom de como é vocês podem ser tão burros?) tive vontade de me esconder em baixo do banco da Van, com vergonha de ser brasileiro.
Enfim, um descanso de uma noite no excelente hotel Atton el Bosque, graças à nossa excelente assessoria de viagem, (contratada, por sua vez, pela minha ainda mais excelente companheira e mentora de viagens Luciana), uma refeição decente no Pub da esquina (num clima musical bastante acolhedor, graças a Deus, pois fazia muito frio!) e, estamos prontos para embarcar novamente, (bem cedinho), para Calama. Mais algumas piadas de Juan pelo caminho até o Aeroporto, desta vez sobre os argentinos. Me senti um pouco mais confortável.