Para que as raízes e as asas cheguem juntas.
Mostrando postagens com marcador The Right Way. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Right Way. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Viagem ao Atacama IV

Continuacción

A pequena vila de San Pedro de Atacama, com suas ruas de chão batido, suas casas baixas de adobe (argila) e lojas de artesanato (boliviano) não é nada impressionante,  mas é acolhedora e cosmopolita. Milhares de visitantes de todos os lugares do mundo circulam por ali. Mais surpreendente foi a quantidade de brasileiros que encontramos, talvez porque, no Brasil, era a Semana da Pátria. No Chile, antecipava-se a comemoração do Bicentenário..., e as casas (todas, por lei) ostentavam a bandeira nacional.


Logo virando a esquina da rua Caracoles (essa que se vê na foto, a principal) ficavam nossas acomodações no singelo porém confortável e simpático hotel Kimal (construído de adobe na exemplar arquitetura própria del desierto).


O melhor de San Pedro, entretanto, es sus alrededores, coisa que vamos começar a explorar na terceira etapa de nossa jornada. Depois de uma boa noite de sueños.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Viagem ao Atacama III

De Calama a San Pedro é pouco mais de uma hora de viagem, por uma estrada muito bem conservada, plana e quase reta. Soube depois que o que parece asfalto é, na verdade, uma mistura de argila, sal, areia vulcânica e água, em determinadas proporções, que não resistiria a uma pequena chuva.

Mas não chove.

E, mesmo assim, no deserto, não falta água!

Poblados, como San Pedro de Atacama, são oásis nesse deserto, com suprimento próprio d'água, vinda das montanhas nevadas dos Andes, por debaixo. Coisa que a natureza oferece, e os chilenos preservam. E nosotros, como turistas, admiramos!

Nesse lugar seco, aparentemente inóspito, a vida floresce.

Viagem ao Atacama II

Segundo dia de viagem

Nessa altura dos acontecimentos, tudo perfeito, quase como lavar com OMO! E o vôo da Lanchile, digo, o lanchinho servido a bordo, melhor que o da Tam.
Uma hora e tanto até Calama.
Chegamos ao portal do deserto! É possível já sentir seu clima, o ar rarefeito por causa da altitude de mais de 2000 metros, e a baixa umidade, em torno de 5 por cento. Nenhuma nuvem no céu. A infra-estrutura no aeroporto é mínima, como convém a um lugar como esse.


Calama (uns 4000 habitantes) é um centro logístico (ficamos sabendo disso depois) no que diz respeito a abastecer os povoados do deserto com itens básicos, como frutas (e que frutas!), hortaliças (e que hortaliças!), e turistas (como nós!).
No nosso roteiro dizia: "No aeroporto de Calama, procurem pela empresa de transfer dentro do aeroporto. Estarão com uma placa com seu nome". Não havia ninguém, pela primeira vez desde o início de nossa excursão. Quem nos recebeu foi esse cara aí:


Sei o que ele queria dizer, pois tivemos algum tempo de ir ao banheiro.
Fizemos algumas ligações telefônicas (nessa hora es bueno tener unas quantas monedas) e descobrimos que nosso transporte tinha ficado sem bateria, ou algo assim... (e o cara na linha falava português!)...
Em resumo, depois dos recomendados 20 minutos de espera, mais ou menos...



...nosso táxi chegou, e estávamos a caminho de San Pedro de Atacama.


Sin restricción.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Viagem ao Atacama

Muita gente acha que não há porque ir ao deserto, que não é um destino atraente ou turístico. Claro, se a idéia é ir às compras em ambiente climatizado, melhor esquecer. Não há Shopping no deserto, só nos aeroportos (de passagem, para quem vai de avião), e o clima...
Para mim, meus companheiros, e toda aquela leva de alemães, canadenses, belgas, franceses, e... brasileiros (muitos), foi pura aventura. Adrenalina em dosagem adequada ao perfil mais ou menos esportivo de cada um, incluindo o meu. E também dessa turma de motoqueiros suiços aí, que encontramos pelo caminho:



Não muito diferente da deles, a nossa aventura começa com a famosa 'via crucis', conhecida de todo aeronauta: embarque em Curitiba, pela manhã (bem) cedinho para São Paulo, tomar outro vôo para Santiago (lá pelas tantas), dar tchauzinho para Curitiba novamente passando por cima, e chegar (quase) ao destino, à noite. Para efeito de cômputo: são umas doze horas de andanças, para lá e para cá, entre check-ins, despacho de bagagens (a maior parte das coisas vai simplesmente viajar sem nem ver ou sentir o ar da paisagem), engulir alguma comida aeroportuária, etc., e umas quatro horas efetivas de vôo.
Até aqui.
Em Santiago, somos aguardados por Juan, um chileno engraçadíssimo, que faz nosso translado ao hotel. De cara nos pergunta se viajamos com bolsa-turismo do governo Lula. Como rimos da piada, ele se sente à vontade para desfiar todos os chistes imagináveis sobre a bandalheira que é a nossa política. Ficamos espantados com o nível de informação do sujeito, e ao cabo de meia hora de sua palração, (num tom de como é vocês podem ser tão burros?) tive vontade de me esconder em baixo do banco da Van, com vergonha de ser brasileiro.
Enfim, um descanso de uma noite no excelente hotel Atton el Bosque, graças à nossa excelente assessoria de viagem, (contratada, por sua vez, pela minha ainda mais excelente companheira e mentora de viagens Luciana), uma refeição decente no Pub da esquina (num clima musical bastante acolhedor, graças a Deus, pois fazia muito frio!) e, estamos prontos para embarcar novamente, (bem cedinho), para Calama. Mais algumas piadas de Juan pelo caminho até o Aeroporto, desta vez sobre os argentinos. Me senti um pouco mais confortável.